16 – Drácula (1931)

dracula_poster


Dracula



1931 / EUA / P&B / 75 min / Direção: Tod Browning / Roteiro: Hamilton Deane, John L. Balderston (baseado na obra de Bram Stoker) / Produção: Carl Laemmle Jr., Tod Browning, E.M. Asher (Produtor Associado) / Elenco: Bela Lugosi, Helen Chandler, David Manners, Dwight Frye


 

O primeiro filme falado da minha lista é Drácula, über clássico de 1931, que elevou o ator húngaro Bela Lugosi ao estrelato do cinema de terror e deu início oficial a safra dos filmes de monstro da Universal. O fotógrafo Karl Freund tinha uma vasta experiência no expressionismo alemão e o diretor Tod Browning era o rei dos filmes de terror grotescos de Hollywood. Unindo as duas correntes do cinema de horror do mundo, tivemos esse resultado sinistro e eterno.

Produzido por Carl Laemmle, Drácula finalmente traz às telas a história oficial de Bram Stoker, sem perrengues judiciais como aconteceu com o Nosferatu – Uma Sinfonia de Horror de Murnau. Mas na verdade, o filme é baseado na peça, em cartaz na época, e não uma adaptação ipsis litteris do livro. Afinal é só ler a obra e assistir ao filme, que você verá as diferenças gritantes.

A história é a velha conhecida do público: Renfield, corretor de imóveis vai até a Transilvânia, encontrar o conde Drácula em seu castelo, que tem interesse em comprar a abandonada Abadia de Cairfax em Londres. Como todo mundo está careca de saber, Drácula é um vampiro que começa a espalhar o terror e seduzir as inocentes londrinas na busca por saciar sua sede se sangue. Seu rastro de horror só é interrompido quando o intrépido professor Abraham Van Helsing descobre a obscura verdade sobre o conde.

“I am Dracula” (carregado no sotaque húngaro)

Drácula foi o responsável por colocar no imaginário popular a figura do conde aristocrata, vestido com sua longa capa negra e todo seu charme galante, hipnotizando as jovens virginais, transformando sua necessidade vital por sangue em um ato quase sexual. E introduziu a sua famosa capacidade transmorfa de se transformar em morcegos ou lobos. Bela Lugosi deixou sua marca na história do cinema, com seu carregado sotaque húngaro, mas não era a primeira opção do diretor Tod Browning para o papel, que queria dá-lo a Lon Chaney, de O Corcunda de Notre Dame e O Fantasma da Ópera, antigo parceiro do diretor, que acabou morrendo de forma prematura. Lugosi era o intérprete do conde na peça da Broadway e acabou tornando-se a escolha óbvia.

O olhar penetrante e hipnótico de Drácula, graças a um feixe de luz jogado sobre os olhos de Lugosi para acentuá-los, cada frase dita (“Há muitas coisas piores, esperando o homem, que a morte”) ou cada gesto feito, saem com seu peculiar tom ameaçador, dando aquele conhecido ar gótico ao personagem.

Já o nemesis de Drácula, o doutor holandês especialista no oculto, Van Helsing, infelizmente não é um antagonista à altura do vilão no filme, deixando a química bastante a desejar (assim como a sequência final, diga-se de passagem), diferente do que foi feito com maestria pela dupla Peter Cushing e Christopher Lee nos filmes da Hammer (ainda vamos chegar lá), ou mesmo no novelão de Francis Ford Coppola com Gary Oldman e Anthony Hopkins.

Mas quem rouba a cena é mesmo Dwight Frye como Renfield, totalmente lunático após sua volta da estada no castelo do morto-vivo, com sua fome por insetos e aranhas, dando já um gostinho de como os loucos de pedra poderiam fazer a diferença no cinema de horror em tempos vindouros.

Obrigatório!

Bela Lugosi’s dead

 

46 comentários Adicione o seu

  1. André C. disse:

    nosssa olha só (Oh, não! Você está procurando algo que simplesmente não está aqui! Pelo menos temo que não esteja, mas erros acontecem, e com sorte haverá ferramentas na barra lateral para você usar na busca pelo que você precisa.) é que eu queria falar com a Esther ( A Orfã) pra ver se a LiLy ( Caso 39) poderia passar pro Ramal da (FILHA DO MAL) e ver se tinha com eu conseguir um ingresso pra assistir (DOCE VINGANÇA) na Rua (Misterio da rua 7) na cidade de (TERROR EM SILENT HILL)

  2. André C. disse:

    então, sabe o que eu fiz antes de entrar no seu blog???
    eu disse em voz bem alta aqui na recepção
    (DEIXE-ME ENTRAR) mas falaram pra eu pedir pra (TAMARA) mas ela não estava, falarm que ela estava fazendo (O PATO) acho que ela deve estar com a senhora Ganuchi (ARRASTE-ME PARA O INFERNO) <<< outra dica

  3. Cian disse:

    Sei que tu prefere o Lee, mas pessoalmente acho o Lugosi como Dracula muito mais encantador e convincente, só perde para os trejeitos lúbricos e sedutores do Nosferatu porque ninguém ganha dele em sedução, né?!

  4. gaga disse:

    Lugosi sempre canastra ao extremo, não consigo relevar suas atuações. Me desculpem, mas acho que ele foi superestimado, assim como o Humphrey Bogart no cinema noir, por exemplo. Mas gostei de você citar a ótima performance de Frye na película, outro ator que ficou estigmatizado pelos papéis repetitivos. Sem dizer que eu adoro ouvir “Ballad of Dwight Frye” do A. Cooper, lol!

    1. Marcos Brolia disse:

      Lugosi arqueou uma sobrancelha para esse comentário!

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