46 – O Lobisomem (1941)


The Wolf Man


1941 / EUA / P&B / 70 min / Direção: Geroge Waggner / Roteiro: Curt Siodmak / Produção: George Waggner; Jack. J. Gross (Produtor Executivo – não creditado) / Elenco: Lon Chaney Jr., Claude Rains, Warren William, Evelyn Ankers


 

Em 1935, O Homem Lobo (aka O Lobisomem de Londres) foi a primeira incursão do licantropo no cinema. Sem perder muito tempo, Curt Siodmak preparou sua versão da história de O Lobisomem, criatura bípede, metade homem e metade lobo que se transforma nas noites luas cheia. Depois de Drácula, Frankenstein e a A Múmia, a Universal apostou no peludo para despontar como o novo ícone do horror, interpretado por Lon Chaney Jr., que resolveu seguir o legado deixado por seu pai, O Homem das Mil Faces.

Larry Talbot (Chaney), um sujeito meio loser, retorna para sua terra natal no interior da Inglaterra, logo após a trágica morte do irmão, e resolve junto com seu pai, Sir John Talbot, tocar os negócios da família por lá. Logo Larry se engraça com Gwen Conliffe, que trabalha na loja de antiguidades do pai, e resolve chamá-la para visitar a feira cigana que acabara de se instalar na cidade. Mas não antes de comprar uma bengala com um lobo na ponta feito de prata e ouvir um famoso ditado popular: “Mesmo um homem puro de coração e que faz suas orações toda noite, pode-se tornar um lobo quando a mata-lobos desabrocha e a lua cheia brilha no céu”. Durante a feira, Larry é atacado por um lobisomem (que na verdade é Bela Lugosi fazendo a ponta como um cigano criativamente chamado de… Bela) e pronto, a maldição passa para Larry, que está fadado a se transformar na peluda criatura uivante.

Um dos pontos mais interessantes de O Lobisomem é que foi o responsável por criar algumas das regras básicas da licantropia no cinema, como: prata sendo seu ponto fraco; a transformação em noites de lua cheia; a maldição transmitida através da mordida de um lobisomem e o pentagrama como o símbolo do lobo (como discutido anos depois pela dupla de viajantes na taverna O Cordeiro Ensanguentado em uma das clássicas cenas de Um Lobisomem Americano em Londres, de John Landis)

Cuidado com a lua!

E todos esses elementos subentendidos na eterna batalha interna entre o superego e id, sobre o monstro que vive em nossa psique e lutamos para controlar, como explica Sir John Talbot para o filho em determinado momento do filme, dizendo que todo mundo tem um lado bom e ruim dentro de si, e o lado ruim pode assumir a forma de um animal.

A maquiagem é uma espetáculo a parte, mais uma vez obra de Jack Pierce, e para a época, o efeito de trucagem de câmera da transformação de homem para lobo, deve ter causado frisson. Prova disso é que a imagem desse lobisomem ficou para sempre no imaginário das pessoas, popularizou mais um monstro da Universal e é uma das fantasias de Halloween mais utilizadas nos EUA desde então.

Em 2010, O Lobisomem ganhou um subestimado remake dirigido por Joe Johnston, com Benício Del Toro herdando o papel de Larry Talbot e Anthony Hopkins como Sir John. Versão bastante sangrenta com uma excelente fotografia, ambientação de época e efeitos especiais.

O Lobisomem daria uma ótimo garoto propaganda de Gillette

22 comentários Adicione o seu

  1. Há tempos procurava este filme! Havia assistido ao remake de 2010 quando fiquei sabendo que existia um filme anterior, bem mais antigo, que tinha dado origem à “sequência” e que esse primeiro filme era/é superior ao remake. Para aguçar ainda mais minha curiosidade, acabei lendo um artigo sobre as implicações que esse filme teve sobre os filmes de terror posteriores, assim como tive acesso à algumas frases citadas na fita que me deixaram ainda mais curiosa para saber como a primeira história aconteceu. Também sei que existem sequencias e já percebi que os links estão aqui nesta página. Fico feliz e farei outras visitas brevemente.

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