91 – X, O Monstro Radioativo (1956)

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X: The Unknown


1956 / Reino Unido / P&B / 81 min / Direção: Leslie Norman / Roteiro: Jimmy Sangster / Produção: Anthony Hind; Michael Carreras (Produtor Executivo); Mickey Delamar (Produtor Associado – não creditado) / Elenco: Dean Jagger, Edward Chapman, Leo McKern, Anthony Newley, William Lucas


 

A Hammer ataca mais uma vez com outro eficiente e assustador filme de ficção científica: X, O Monstro Radioativo. Excelente resultado, mostrando toda a capacidade criativa do estúdio britânico quando se trata do cinema fantástico, e da suas ótimas investidas no sci-fi antes da atualização dos filmes de monstro da Universal que a tornariam famosa e cultuada no gênero.

Depois do sucesso de Terror que Mata, o dinheiro em caixa permitiu a Hammer alçar voos mais altos e investir pesado em suas próximas produções de meter medo. Na verdade, o estúdio queria mesmo era fazer uma continuação de Terror que Mata e bolar uma nova aventura para o Prof. Bernard Quatermass. Mas o criador do personagem para a BBC, Nigel Kneale não liberou os direitos de sua criação e assim o roteirista Jimmy Sangster reescreveu o roteiro, com uma nova história, substituindo Quatermass pelo igualmente eficiente Dr. Adam Royston, vivido por Dean Jagger.

Na trama, que como o próprio nome já diz, escancara mais uma vez o medo da era atômica, um grupo do exército britânico está fazendo operações de treinamento para seus soldados reconhecerem material radioativo, próximo de uma usina de energia atômica, no interior da Escócia. Durante este treinamento, uma grande quantidade de energia é captada perto de um pântano, que acaba gerando uma explosão, abrindo uma cratera com uma profundida desconhecida no solo.

Dessa fissura na terra, uma grotesca e amorfa criatura radioativa sairá de sua clausura de milhões de anos, onde essa forma de energia espessa e concentrada ficou aprisionada durante o esfriamento do planeta, para saciar sua terrível fome por material atômico, tocando o terror no pequeno vilarejo de Locmouth, deixando um rastro de morte, graves queimaduras e pessoas derretidas.

O incrível homem que derreteu
O incrível homem que derreteu

Adam Royston, um pesquisador envolto com material radioativo começa a desenvolver sua teoria sobre a criatura, com a ajuda do inspetor McGuill, que investiga as estranhas mortes, do também cientista Peter Elliot e seu pai John (que na verdade é um chato e toda hora tenta atrapalhar ou desacreditar o Dr. Royston) e do capitão do exército ‘Spider’ Webb, responsável pelo grupo militar que presenciou o primeiro acidente.

A criatura X, que só dá as caras nos 20 minutos finais do filme, durante seus ataques é visto apenas em primeira pessoa, com o espectador tendo o exato ponto de vista do monstro radioativo, vendo apenas suas vítimas gritando de pavor, que vão desde militares, um garotinho que foi desafiado por seu amiguinho na floresta, até um médico que tenta dar uns amassos com uma enfermeira na sala de radiografias. E um dos detalhes do filme são exatamente as mortes violentas, principalmente para os padrões da época, com pessoas sendo queimadas e carbonizadas, ou tendo sua pele completamente derretida. Outro ponto interessante é que toda vez que a criatura está se aproximando, ouvimos o efeito sonoro de um contador Geiger, indicando o alto teor radiativo daquele terrível ser.

Quando finalmente o monstro desconhecido nos é apresentado, o vemos como uma espécie de lama, ou massa disforme que se arrasta pelos campos, em direção a cidade, podendo aumentar ou diminuir de tamanho, conforme sua necessidade, consumindo tudo com sua energia atômica. E o resultado dessa terrível forma foi que X, O Monstro Radioativo serviu como inspiração confessa para dois dos principais filmes de sci-fi do período: O Monstro da Bomba H, de Ishirô Honda e A Bolha, de Irvin S. Yeaworth, com Steve McQueen no elenco, ambos lançados no ano de 1958.

Quem é do ramo sabe que quando se fala em Hammer, que seremos agraciados com produções de classe, e com excelentes filmes de terror. E por mais que o Drácula de Christopher Lee ou o Dr. Frankenstein de Peter Cushing nos venha a mente ao lembrar do estúdio, é muito interessante também ficar por dentro das investidas dos ingleses na ficção científica, sempre com os dois pés no terror.

O pai da bolha assassina
O pai da bolha assassina

8 comentários Adicione o seu

  1. joelmo disse:

    esta sem link

    1. Atualizado, Joelmo!

      Abs

      Marcos

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