818 – 30 Dias de Noite (2007)

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30 Days of Night


2007 / EUA, Nova Zelândia / 113 min / Direção: David Slade / Roteiro: Steve Niles, Stuart Beattie, Brian Nelson (baseado na HQ de Steve Niles e Ben Templesmith) / Produção: Sam Raimi, Robert Tapert; Ted Adams, Chloe Smith (Coprodutores); Joe Drake, Aubrey Henderson, Nathan Kahane, Mike Richardon (Produtores Executivos) / Elenco: Josh Hartnett, Melissa George, Danny Huston, Ben Foster, Mark Boone Junior, Mark Rendall


 

Escrevendo como se estivesse falando com o brother sobre 30 Dias de Noite: PUTA QUE PARIU QUE FILME FODA! Infelizmente nunca li a HQ de Steve Niles e Ben Templesmith, mas a versão cinematográfica certamente está na minha lista de filmes de vampiros preferidos. Até o Josh Harnett tá bom! Apesar de que ele meio que se redimiu ultimamente com Penny Dreadful.

Enfim, digressão à parte, tudo em 30 Dias de Noite funciona perfeitamente, com um pequeno porém, que tem a ver com a linguagem videoclíptica e câmera exageradamente tremida de David Slade nas cenas de ataques vampirescos. De resto, fotografia incrível, estética quadrinesca, história sensacional, caracterização inovadora dos vampiros, até com sua linguagem própria, efeitos de CGI e maquiagem de primeira, final pessimista que dá vontade de cortar os pulsos e litros e litros de sangue derramado!

Produzido por Sam Raimi (que nos primeiros estágios do roteiro, seria o diretor, mas passou a bola) e Ropert Tapert para a Ghost House Pictures, outro dos golaços foi Niles ter escrito o roteiro do longa, junto de Stuart Beattie e Brian Nelson. Aliás, um fato curioso é que a história surgiu como um filme, e após ser recusado diversas vezes por diversos estúdios, ele resolveu readaptá-lo para os quadrinhos, que depois ganhou a versão em celuloide por, veja só, um dos estúdios que o rejeitou. Parece que o jogo virou, não é mesmo?

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Banho de sangue!

Em Barlow, extremo norte do Alasca, há um período de 30 dias no ano em que o sol não nasce e a cidade fica imersa em uma noite sem fim durante todo o mês (geográfica e climaticamente isso está errado, na verdade os dias ficam mais curtos e anoitece mais cedo, porém o sol chega sim a nascer e se por). Prato cheio para um grupo de vampiros errantes que vê a oportunidade de ficar o mês inteiro se refestelando de sangue humano.

Muitas pessoas deixam Barlow nesse período e ninguém mais entra ou sai da cidade, pois o aeroporto fica fechado no meio de uma intensa nevasca. O grupo de sanguessugas manda um batedor (vivido por um ótimo e irreconhecivelmente assustador Ben Foster) fazer o scout do local, sabotar o sistema de comunicações e voilá, o palco está armado para a carnificina que virá a seguir. O xerife Eben Olseon (Hartnett – ótimo), junto de sua ex-esposa em conflito, Stella (Melissa George – linda) e mais outros moradores da cidade precisam tentar resistir durante essa longa noite das terríveis criaturas.

A mistura de tensão crescente, os conflitos humanos, a paranoia e a claustrofobia, além do medo instaurado por enfrentarem monstros cruéis que fogem de sua compreensão e não podem ser derrotadas, é uma das válvulas motoras de 30 Dias de Noite, e que compensa a sensação que nos dá que aquele mês passou muito rápido. Junte isso ao excelente trabalho de caracterização dos vampiros, que deixam de lado todo o ar aristocrático dos mortos-vivos para seres com feições deformadas, completamente inumanos, donos de sua própria língua morta e uma voracidade sem limite. Efeitos especiais cortesia da Weta Digital de Peter Jackson (aliás, o filme foi todo gravado na Nova Zelândia), diga-se de passagem.

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Nada tranquilo e pouco favorável

Para aquele que curte mesmo é um gorefest, 30 Dias de Noite não deixa nada a desejar. Lembro-me da conversa com um amigo meu na época, quando vimos no cinema, lá em dezembro de 2007, quase com o Natal dobrando a esquina, que aqueles vampiros não sugavam a jugular das vítimas. ELES ARRANCAVAM A DENTADAS! E isso é sensacional! E o que dizer então daquela fatídica cena dentro da refinaria, que envolve vampiros, prensa e machado? Baldes de sangue derramados!!!!

Pegando-me em um exercício mental, não se lembrava do último filme de vampiros que havia visto tão bom e original quanto. Talvez Um Drink no Inferno, ou Vampiros de John Carpenter. E pensar que pouco depois, no ano seguinte, as criaturas virariam motivo de xacota por conta da explosão pop da Saga Crepúsculo. E ainda o longa ganharia uma sequência INDECENTE lançada direct to video.

30 Dias de Noite serviu também para colocar de vez o nome de David Slade no mapa (que por ironia do destino, até dirigiria o terceiro filme da cafonalha de Edward e Bella), pós-sucesso hype de Menina Má.Com, que hoje está mais envolvidos em projetos de TV, sendo um dos produtores executivos da finada e excelente Hannibal e dirigirá o piloto de Deuses Americanos, baseado no livro de Neil Gaiman.

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Azul de fome…

3 comentários Adicione o seu

  1. mltheuscarvalhooutlookcom disse:

    P—, concordo contigo, Marcão!
    Esse filme é FODA! Talvez, um dos melhores filmes de vampiros que já vi.
    E um dos últimos sobre vampiros de verdade – tirando “Deixa ela Entrar” e “Sombras da Noite”.
    Sangrento, violento, tenso e assustador.
    Um filme FODA!

    Um abraço, Marcão.

  2. Marcos Vargas disse:

    E tem quem fale bobagens sobre uma obra prima dessas… Vai olhar Crepúsculo ooo frouxo, Abraço.

  3. Esse é um dos poucos que eu gosto mais do filme que da HQ. Mas a HQ é legal também.

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